O Banco do Brasil informou, em reunião anual com investidores, que 2026 deve manter desafio, com o primeiro semestre pressionado pelo desempenho do agronegócio. A instituição projeta altos e baixos na recuperação de resultados ao longo do ano, sem esperar ganhos expressivos já nos primeiros meses.
A presidente Tarciana Medeiros destacou que o foco é a sustentabilidade de longo prazo e não os resultados de curto prazo. Em tom direto, ela afirmou que 2026 será de reestruturação e retomada de crescimento, com melhoria gradual ao longo do ano.
Dados apresentados aos analistas mostram o fluxo de vencimentos de créditos ao produtor rural neste ano, concentrados entre abril e setembro, com pico de 19,9 bilhões em julho. Comparativos com 2025 indicam evolução na qualidade da carteira, mas ainda desafios no agro.
Geovanne Tobias, vice-presidente financeiro, ressaltou a possibilidade de recuperação de médio a longo prazo, mencionando que o ritmo dependerá da renegociação dentro do agro e da próxima safra. Ele sinalizou cenário de mais de um ciclo de recuperação em formato de W.
A executiva reforçou que a trajetória de resultados deverá refletir a evolução do agro, com melhoria na qualidade de ativos prevista para ocorrer em formato de U. O BB também detalhou mudanças de garantias na carteira do setor.
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