Em relatório divulgado nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, o estudo da Lei da Igualdade Salarial revela que mulheres no Brasil ganham 21,3% menos que homens. A diferença persiste desde 2023, apesar de a contratação feminina ter aumentado 11% no período.
Entre as mulheres, o crescimento da participação observou-se de forma desigual por raça: pretas e pardas tiveram alta de 29% na atuação no mercado. Também houve expansão no número de estabelecimentos com ao menos 10% de mulheres negras entre as empresas pesquisadas.
A economista Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas, ressalta que políticas públicas são centrais para reduzir essa desigualdade. Em entrevista à Conexão Record News, ela destacou a importância de favorecer a transição de licença materna para licença parental ao longo de toda a vida profissional.
Impactos da licença parental
Para a especialista, ampliar a licença parental pode influenciar o retorno ao trabalho, ajudando a definir quem retorna ao mercado de trabalho e quem permanece com os cuidados. Ela aponta que tal medida completa, acompanhada de creches acessíveis, fortalece a rede de proteção e a participação das mulheres no mercado.
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