A Esteve, farmacêutica catalã, ampliou presença nos Estados Unidos em 2025, comprando empresa para fortalecer fabricação de medicamentos para terceiros (CDMO). O crescimento ocorreu em um cenário de tensão comercial global. Mesmo assim, o lucro líquido recuou devido ao dólar mais fraco.
As vendas totais somaram 828 milhões de euros, alta de 11% frente ao ano anterior. A empresa destacou que os dois negócios — farmacêutico próprio e CDMO — contribuíram para o crescimento, com 344 milhões e 483 milhões, respectivamente.
O objetivo estratégico envolve ampliar o portfólio de medicamentos especializados e manter atuação global com soluções para doenças raras. O CEO afirmou que oito novas fármacos entraram no portfólio em 2025 e que a expansão em CDMO avançou com investimentos nos EUA.
A Esteve opera com sete filiais farmacêuticas na Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Portugal e EUA, atuando em oncologia, dor e endocrinologia. No CDMO, tem plantas na Espanha, China, México e EUA, entre outras, fortalecidas pela aquisição de Regis Technologies.
A empresa ressenteu o impacto cambial: o dólar mais baixo reduziu o lucro líquido em cerca de 12 milhões de euros, ainda que o crescimento nos EUA tenha compensado parte do efeito. O EBITDA atingiu 151 milhões, com margem bruta de 18%.
Regionalmente, Espanha representou 24% das receitas, Europa 53% e demais mercados 23%. A diretora financeira reafirmou que a posição de caixa líquida é sólida, com 99 milhões de euros de folga, em meio a um ciclo de aquisições.
Entre as prioridades de investimento em 2025, a companhia destacou a aquisição nos Estados Unidos, a expansão da planta de Celrà (Girona) e a relocalização de plantas na China. CAPEX totalizou 104 milhões, com 49 milhões em P&D.
Para 2026, a Esteve projeta fechar investimentos pendentes, manter a entrega de crescimento de receita para cerca de 950 milhões de euros e chegar a 20% de margem bruta sobre vendas, mantendo foco em especialização e inovação.
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