O governo federal propõe elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre de 2026. A medida, batizada de E32, visa reduzir a dependência de combustíveis importados.
O movimento ocorre diante da alta do petróleo no mercado internacional e de tensões no Oriente Médio que afetam rotas estratégicas e pressionam preços. A ideia também busca alinhar-se à Lei do Combustível do Futuro, que permite elevar a mistura até 35%.
Antes de entrar em vigor, a proposta precisa passar por testes técnicos para avaliar impactos no desempenho, consumo e durabilidade dos motores. Instituições como o Instituto Mauá participam dessas avaliações.
Avaliação Técnica e Desafios
A maior parte da frota brasileira é flex, cerca de 80%, o que reduz a probabilidade de problemas generalizados. Carros fabricados apenas para gasolina podem enfrentar dificuldades como partidas mais difíceis e variações no consumo.
Especialistas destacam o risco de desgaste de componentes caso haja combustível adulterado. A qualidade do abastecimento passa a ter importância maior com a mudança.
No aspecto econômico, o aumento de 30% para 32% pode representar consumo adicional de aproximadamente 1,68 bilhão de litros por ano, com cenários ampliados até 4,2 bilhões.
A ampliação da demanda pelo etanol pode impulsionar a produção nacional e influenciar o mercado de cana-de-açúcar, com possíveis impactos no setor sucroenergético e no mercado de açúcar.
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