A Diageo manteve sua previsão para o ano fiscal, mesmo com queda de vendas na América do Norte, seu principal mercado. No último trimestre, as vendas líquidas orgânicas cresceram 0,3%, acima das expectativas de analistas consultados pela Bloomberg.
A atuação forte na África e na América Latina compensou o recuo nos EUA. A empresa destacou crescimento orgânico de dois dígitos nessas regiões, além de nearly 9% de alta na Europa, ajudando a equilibrar o desempenho global.
No terceiro trimestre, as vendas na América do Norte caíram 9,4% ante o mesmo período do ano anterior, refletindo demanda fraca e necessidade de oferta mais competitiva, segundo o novo CEO, Dave Lewis.
Desempenho por região
Enquanto o Norte americano pediu ajustes, a África e a América Latina apresentaram avanço expressivo, contribuindo para o crescimento orgânico total da Diageo. A empresa também citou ganhos de gestão de estoque durante a Páscoa e a preparação para a Copa do Mundo como fatores contribuintes.
A empresa enfrenta uma demanda moderada por cerveja e destilados em mercados-chave, com consumidores reduzindo o consumo de álcool por questões de saúde e custo de vida. A estratégia inclui ampliar o portfólio, especialmente na categoria de bebidas prontas para beber.
A gestão de Lewis sinalizou planos de simplificar equipes de gestão regional e reduzir funções, como parte de um esforço de rejuvenescimento da Diageo. Em fevereiro, ele já havia apontado melhorias no serviço ao cliente e em oportunidades lucrativas.
Resultados completos e detalhes da estratégia serão apresentados em 6 de agosto, quando a Diageo divulgará os números do ano inteiro. A empresa segue sob avaliação do mercado, com ações registrando alta recente em Londres.
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