A renda média mensal dos brasileiros que recebem algum rendimento ficou em 2025 em 3.367 reais, apontando o maior valor já registrado na série da PNAD Contínua. O dado foi divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira.
Segundo o levantamento, houve alta de 5,4% em relação a 2024. O crescimento ocorre mesmo com avanço da desigualdade no país. A leitura considera apenas a população residente com rendimento.
O valor máximo da série histórica também é exposto em termos de comparação: o índice de 2025 supera em 8,6% o registrado em 2019, anterior à pandemia, e em 12,8% o de 2012, ano de início da série.
Na mesma edição, o IBGE aponta que as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste concentram os maiores rendimentos médios, enquanto o Nordeste fica atrás. Esses resultados refletem diferenças estruturais de renda entre as áreas.
Em 2025, 47,8% dos brasileiros obtinham renda pelo trabalho, mantendo-se estável frente a 2024. Já 27,1% não trabalhavam, mas recebiam algum tipo de renda, como aposentadorias e pensões.
Entre as fontes, o rendimento do trabalho consolidou o maior patamar histórico, atingindo 3.560 reais médios mensais. Renda de outras fontes teve leve alta, totalizando 2.697 reais em 2025.
O índice de Gini, que mede desigualdade, subiu para 0,511 em 2025, ante 0,504 em 2024. A elevação indica maior concentração de renda na distribuição nacional. Outros fatores de distribuição permanecem sob análise.
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