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China retira tarifas para importações africanas; efeito no vinho sul-africano

Tarifas zeradas para a maioria dos países africanos na China podem ampliar a competitividade do vinho sul-africano, mas competição intensa e demanda restrita persistem

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China zerou tarifas sobre produtos africanos em acordo comercial, afetando principalmente o setor vitivinícola da África do Sul. A medida elimina tarifas para 53 países africanos, com exceção de apenas um, e entra em vigor em 1º de maio. O objetivo é reduzir o desequilíbrio comercial entre o continente e a China.

No Porto de Shenzhen, o primeiro dia do acordo marcou a liberação de 6 mil garrafas de vinho sul-africano sem as tarifas que variavam entre 14% e 20%. O acordo vale até 1º de maio de 2028, estabelecendo dois anos para ampliar relações comerciais com a China e pavimentar parcerias de longo prazo.

Representantes do setor celebram o avanço. Christo Conradie, gerente de gestão de stakeholders e acesso ao mercado da South Africa Wine, vê a medida como passo importante para a indústria. Siobhan Thompson, CEO da Wines of South Africa, destaca a oportunidade de competir em condições mais equilibradas.

Impacto para o vinho sul-africano

A tarifa zero pode melhorar a competitividade de preço e reacender o interesse do mercado chinês pela produção sul-africana. No entanto, o vinho da África do Sul representa apenas 1% do volume de exportação para a China, com 16 países exportando mais.

O mercado de vinhos na China também passou por ajustes recentes, com queda de quase 70% no volume entre 2019 e 2025. Especialistas alertam que a remoção de tarifas não resolve sozinha os desafios competitivos.

A iniciativa depende de parcerias estáveis, consistência de oferta e investimentos para consolidar uma posição sustentável. A direção considera que o foco deve estar na construção de relações de longo prazo com distribuidores, varejistas e consumidores chineses.

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