O Copom, órgão do Banco Central, reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual no fim de abril. A decisão ocorreu apesar de a inflação projetada para o horizonte relevante ter piorado, segundo o comitê.
Essa foi a primeira vez desde o endurecimento metodológico que visa um intervalo de 18 meses, em 2024, em que o movimento da taxa e as projeções de inflação vão na direção oposta.
Economistas e operadores de mesa afirmam que o corte representa uma aposta para ganhar tempo diante do choque do petróleo, mudando a leitura sobre a reação futura da política monetária.
Contexto e reação do mercado
O ajuste ocorre em meio a sinais de desancoragem das expectativas de inflação, o que aumenta a cautela entre agentes financeiros sobre o grau de tranquilidade da autoridade monetária.
A decisão amplia o debate sobre o ritmo de aperto ou afrouxamento, com traders buscando clareza sobre a comunicação do Copom e os próximos passos da política econômica.
Fontes próximas à atuação do BC indicam que o cenário externo e o desempenho doméstico continuam influenciando as escolhas disponíveis para o comitê nas próximas reuniões.
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