A derrocada de marcas do varejo brasileiro ganhou destaque na última década, com nomes tradicionais em dificuldade. Tok&Stok pediu recuperação judicial sob dívida de about R$ 1,1 bilhão, sinalizando um início de crise para o setor.
Com a recuperação judicial de Tok&Stok, soma-se a situações de Livraria Cultura, Saraiva e Americanas em momentos distintos de aperto financeiro. O Pão de Açúcar conseguiu adiar a recuperação ao aprovar um plano para equilibrar uma dívida de R$ 4,5 bilhões.
A crise tem relação com o ciclo de altas de juros que atingiu o país, combinado a impactos da pandemia. O legado de crescimento acelerado para chegar a grandes dívidas é tema recorrente entre analistas. Fundos de private equity aparecem como fator comum nesses casos.
Contexto histórico
Muitas dessas empresas nasceram de imigrantes que chegaram ao Brasil no século passado. Tok&Stok, por exemplo, foi criada por um casal francês no final dos anos 70, em meio à crise do petróleo. O histórico de endividamento elevado tem explicação em estratégias de expansão rápidas.
Pesquisas apontam que a alavancagem passou a sustentar ganhos de curto prazo para poucos. A lógica de escala favorece lucros imediatos, mas pode comprometer a sustentabilidade quando a volatilidade aumenta. Ações de private equity são citadas como fator comum nesses ciclos.
Empresas e impactos setoriais
As livrarias culturais enfrentaram dificuldades não pela queda no interesse por leitura, mas pela fragilidade de modelos tradicionais diante de novos formatos. A entrada de players locais, com foco na experiência de compra, tem ganhado espaço no varejo de livros.
A trajetória de grupos como Pão de Açúcar também envolve disputas com atores internacionais e mudanças de controle acionário. A busca por reequilíbrio financeiro acompanha ajustes operacionais, com foco em fortalecer a operação principal e reduzir riscos.
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