A EMS, farmacêutica controlada pela família Sanchez, anunciou um novo ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão para ampliar a produção de comprimidos. O projeto prevê a construção de uma nova fábrica em Manaus, ao lado da unidade já existente, com início em 2027 e conclusão prevista para 2028. A capacidade passada de 1,5 bilhão por mês deverá subir para 2 bilhões, correspondendo a 24 bilhões de unidades por ano.
A ampliação deve elevar o faturamento da companhia. Em dois anos, a EMS espera chegar a R$ 15,5 bilhões, ante R$ 12 bilhões projetados para 2026. A maior parte do investimento virá de capital próprio, com parte financiada pelo BNDES, conforme apresentado pelo vice-presidente Marcus Sanchez ao NeoFeed. Com comprimidos respondendo hoje por 70% da receita, o impacto é relevante para o portfólio.
Além de Manaus, a empresa planeja ampliar capacidades em Anápolis, Goiás, e Hortolândia, São Paulo, focalizando principalmente injetáveis nesses parques fabris. A decisão depende, em parte, da aprovação do Cade para a compra da Medley, anunciada no ano passado pela EMS em parceria com a Sanofi. A expansão na Região Norte também visa aproveitar incentivos fiscais da Zona Franca.
A EMS já vinha investindo em other áreas, como canetas emagrecedoras e medicamentos análogos ao GLP-1. Em 2023-2024, a empresa lançou Olire e Lirux, com faturamento inicial superior ao previsto. O objetivo é também lançar uma versão própria de semaglutida, conhecida como Ozempic, ainda aguardando autorização regulatória para produção e comercialização.
No conjunto, a EMS emprega cerca de 11,8 mil colaboradores e prevê chegar a mais de 13 mil até 2028 com os novos projetos. Hoje a companhia atua em várias unidades no Brasil, além de presença internacional com fábrica na Sérvia e centro de desenvolvimento na Itália.
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