O Morgan Stanley aponta que o Ibovespa pode chegar a perto de 240 mil pontos até meados de 2027, com retorno de 31% em reais ou 22% em dólar. O relatório associa esse movimento ao ciclo de flexibilização monetária no Brasil.
Apesar de desempenho recente mais fraco frente a Ásia e EUA, o banco mantém o Brasil como mercado favorito na América Latina. O cenário-base prevê entradas relevantes de recursos locais com cortes da Selic.
A equipe liderada pelo estrategista-chefe Nikolaj Lippmann prefere o Ibovespa ao MSCI Brazil, citando menor concentração externa. Também afirma que o fluxo nacional tem espaço para retomada com aperto gradual da inflação.
Cenário de fluxos e juros
O Morgan Stanley projeta cortes da Selic de 4,5 pontos percentuais até o fim de 2027, levando a 13% em 2026 e 10,5% em 2027. Estimam entradas de cerca de US$ 23 bilhões para fundos locais de ações.
Em cenário mais favorável, o fluxo pode chegar a US$ 25 bilhões em 18 meses. Esse movimento aumenta a liquidez das ações que compõem o MSCI Brazil.
Perspectivas de lucros e setores
A previsão é de crescimento de lucro de 17% em 2026 e 11% em 2027 para empresas brasileiras. O setor doméstico, excluindo bancos, continua mais vulnerável a choques internos e externos.
Caso haja ajuste fiscal crível, o banco vê espaço para crescimento sustentado impulsionado por investimentos privados, com PIB potencial de 2,8% ao ano no longo prazo. Infraestrutura e serviços financeiros aparecem entre as opções.
América Latina na visão do Morgan Stanley
A região pode estar no início de um bull market multianual, apoiado por geopolítica, políticas locais e juros baixos com redução de prêmios de risco. Mesmo assim, o cenário exige cautela diante de condições globais menos favoráveis.
Gestores globais de emergentes já haviam comprado ações brasileiras em nível recorde, e a próxima alta dependeria de fluxo local ou de fundos globais, especialmente diante de tensões internacionais. Fonte: Valor PRO.
Entre na conversa da comunidade