Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), 70,8% dos entrevistados conseguiram pagar contas essenciais com a renda de três meses até abril de 2026. A leitura aponta a segunda queda consecutiva após três altas.
O estudo destaca que as séries ainda são curtas e não ajustadas por sazonalidade, o que exige cautela em comparações. As informações fazem parte da 11ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da SMT.
Entre as despesas que mais impactaram o orçamento familiar, a alimentação lidera com 72,2% dos respondentes. Em seguida aparecem aluguel ou financiamento da moradia, com 46,5%, e contas de serviços públicos, com 44,9%.
O economista Rodolpho Tobler, do FGV IBRE, aponta que a última melhora no mercado de trabalho contribuiu para o crescimento da renda. No entanto, a leitura de alta gradual parece ter freado, sugerindo um ano de 2026 mais morno para salários.
A divulgação dos novos indicadores começou em julho de 2025 e utiliza médias móveis trimestrais. Os dados são derivados da Sondagem de Mercado de Trabalho, pesquisa mensal que observa a percepção do trabalhador sobre as condições de emprego.
Os indicadores visam complementar o conjunto de informações sobre o tema, oferecendo dados exclusivos sobre a percepção do trabalhador brasileiro no momento.
Entre na conversa da comunidade