O Beach Park investiu 150 milhões de reais na construção do Ohana Beach Park Resort, hotel ligado ao complexo no Ceará, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026. O empreendimento soma 226 apartamentos e amplia a oferta hoteleira do grupo para mais de 800 unidades no complexo.
A expansão chega após o ciclo de crescimento da empresa em 2025, ano em que o Beach Park inaugurou a Surreal, reconhecida pelo Guinness World Records como a maior montanha-russa aquática do mundo, além do parque Arvorar. A empresa aponta aumento de público de cerca de 15% em relação a 2024.
A expectativa é alcançar mais de 1 milhão de visitantes em 2026, com o grupo abrindo caminho para estadias prolongadas que conectem hospedagem, gastronomia e entretenimento dentro do mesmo ecossistema.
O novo resort
Segundo o CEO Murilo Pascoal, o Ohana Beach Park Resort integra-se à estratégia de transformar o Beach Park em destino de permanência. O hotel oferecerá unidades standard e suítes de até 300 m², com piscina, jacuzzi e jardim privativo.
Na área comum, o projeto prevê piscina central de 400 m², kids club e restaurante com foco na cozinha nordestina. Um terraço terá vista para o mar, conectando parque aquático, praia e restaurantes.
Pascoal afirma que a experiência do hóspede será integrada ao ecossistema do Beach Park, ampliando o tempo de permanência e as opções de entretenimento para diferentes perfis de visitantes, inclusive do Sudeste.
Além do parque, o grupo consolidou outras atrações, como o Arvorar, aberto em 2025 e que passa a funcionar como opção complementar para quem se hospeda nos resorts.
Desafios do turismo
O executivo ressalta que o planejamento de longo prazo orienta os investimentos: a Surreal demandou mais de quatro anos entre ideia e funcionamento, e há projetos em estágio de desenvolvimento para 2027, 2028 e 2029.
A principal dificuldade citada é o custo das passagens aéreas no Brasil, que afeta diretamente o turismo. A empresa destaca que oscilações de combustível, questões judiciais e custos operacionais impactam a malha aérea.
Pascoal afirma que um ambiente de negócios mais estável para as companhias aéreas seria benéfico para o turismo nacional e, consequentemente, para o Ceará.
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