O leilão do Aeroporto de Brasília, previsto para novembro, é visto com ressalvas pelo mercado. O governo mantém o formato atual, com regras que incluem a inclusão de 10 aeroportos regionais no Centro-Oeste e um prazo de concessão até 2037.
Concessionárias questionam o tempo de concessão e o desenho do edital. Entre as preocupações estão os 10 aeroportos adicionais, a gestão até 2037 e o valor mínimo de 5,9% das receitas como lance inicial. A‑Inframerica administra o equipamento hoje.
Estrutura contratual e atores
O acordo de repactuação, aprovado pelo TCU em abril, envolve Portos e Aeroportos, a Anac e a Inframerica. Quem vencer o leilão assumiria a operação dos 11 ativos, com investimentos previstos em torno de R$ 1,2 bilhão.
Entre as obrigações, também está a construção de um novo terminal internacional, melhorias na infraestrutura de acesso e aquisição de equipamentos de segurança. A Infraero deixará a concessão e receberá remuneração correspondente a 49% de participação.
Localização dos aeroportos adicionais
Os dez aeroportos regionais citados ficam em Juína, Cáceres, Tangará da Serra (MT); Alto Paraíso, São Miguel do Araguaia (GO); Bonito, Dourados, Três Lagoas (MS); Ponta Grossa (PR); Barreiras (BA). Eles integram o Programa AmpliAR, definido pelo MPor com aval do TCU.
A expectativa era de atrair maior interesse de investidores, ampliando a oferta de concessões no atual mandato. O leilão de Brasília é visto como o “último filé” entre os ativos disponíveis em 2026, segundo apuração da CNN.
Entre na conversa da comunidade