O Banco Central (BC) intensificou ações contra operações ilegais de casas de apostas esportivas, as chamadas bets, após alerta do TCU sobre riscos de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras. A medida busca coibir evasão de divisas e crimes vinculados a plataformas que atuam fora da lei no Brasil.
O TCU destacou a necessidade de ampliar a fiscalização, apontando riscos de desvio de recursos públicos e financiamento de atividades ilícitas. A instituição recomenda atuação firme para coibir o funcionamento não regulamentado do setor.
Para ampliar o cerco, o BC utiliza inteligência artificial (IA) e reforça o uso do Sisbajud, em parceria com o CNJ. O sistema permite bloqueio automático de contas, visando agilizar a recuperação de ativos em fraudes financeiras.
O Sisbajud passou por reformulação recente com projeto-piloto que deve dificultar a movimentação de recursos por bets ilegais. A expectativa é aumentar a efetividade das medidas judiciais de bloqueio.
Além disso, o BC explora o Open Finance para rastrear transações suspeitas. A abertura de dados entre instituições facilita identificar fluxos de dinheiro ligados a atividades ilícitas.
A atuação conjunta envolve múltiplos órgãos e tecnologia avançada. Especialistas ressaltam que o desafio exige um marco regulatório claro para o setor de apostas esportivas, aliado a vigilância contínua.
O mercado de apostas no Brasil cresce rapidamente, impulsionado pelo futebol e pelo fácil acesso a sites. A regulamentação em debate no Congresso é vista como essencial para ampliar segurança, fiscalizar a lavagem de dinheiro e aumentar a arrecadação.
Enquanto a regulamentação não avança, o BC segue monitorando operações e buscando soluções tecnológicas. As medidas visam reduzir riscos financeiros e proteger a economia brasileira.
Entre na conversa da comunidade