O setor de equipamentos médicos no Brasil tem ampliado os aportes em inovação e na saúde digital. Um estudo divulgado pela Abimo aponta uma fase de modernização tecnológica impulsionada por investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
A pesquisa, realizada em maio, mostra que grande parte das empresas participantes tem capital 100% brasileiro e fornece insumos diretamente ao SUS, fortalecendo a soberania sanitária nacional frente ao mercado internacional.
Entre os destaques, a Abimo aponta que o setor está tecnologicamente estruturado, mas enfrenta entraves que dificultam o crescimento competitivo. A carga tributária elevada é citada como um peso significativo para as empresas.
Outro gargalo é a burocracia excessiva, que atrasa processos regulatórios e licenças. Além disso, a escassez de linhas de financiamento complica investimentos em inovação e expansão.
A competição internacional, especialmente de produtos chineses, também é apontada como desafio relevante para fabricantes nacionais. O estudo recomenda políticas públicas que facilitem crédito e simplifiquem o ambiente regulatório.
Conforme a Abimo, avançar depende de mudanças estruturais que permitam maior acesso ao crédito e maior simplificação regulatória, alinhando o Brasil a um cenário de maior competitividade na indústria de dispositivos médicos.
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