O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs tarifas gerais de 25% sobre produtos brasileiros, segundo relatório publicado nesta semana. A medida, apresentada como resultado de uma investigação iniciada em 2025, é mais dura que o tarifazo de 2026 anunciado anteriormente. O objetivo declarado é responder a alegações de deslealdade comercial.
O Brasil teve prazo para apresentar defesa. Ministérios e escritórios de empresas foram ouvidos, com dados apresentados para sustentar benefícios de políticas nacionais. Autoridades americanas, no entanto, indicaram que as explicações não foram suficientes para evitar as tarifas.
A decisão ocorre em um momento de tensão entre os governos de Lula e Trump, com relação a temas como transparência regulatória e produtividade. A leitura geral é de que o ambiente político será marcado por esse tema até as próximas eleições.
Sobre o impacto, executivos e setores exportadores já discutem modulação de tarifas e vias legais. Há espaço para recursos na justiça norte-americana ou na Organização Mundial do Comércio, além de possíveis ajustes pela Camex.
Na prática, a medida representa um recuo notável nas relações bilaterais, segundo analistas. A conjuntura atual alimenta o uso de discurso eleitoral por ambos os lados, antes de agosto, com impactos previstos para a economia produtiva brasileira.
Desmatamento
Dados científicos, com comprovação por satélite, foram apresentados para sustentar a redução do desmatamento. As informações visam demonstrar melhoria ambiental como argumento técnico na contestação das tarifas.
Outra linha de defesa envolve tempo de registro de patentes. As respostas das empresas brasileiras indicaram queda no tempo de espera, buscando demonstrar ganho de inovação.
A tarifa de importação de etanol dos EUA para o Brasil foi citada publicamente por figuras públicas, mas ainda não teve proposta concreta apresentada. O tema permanece na pauta de negociações bilaterais.
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