A indústria brasileira perde fôlego. Dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, mostram que o patamar da indústria de transformação está 15,4% abaixo do pico de maio de 2011. O recuo ocorre mesmo com o aumento observado em parte do setor em meses recentes.
Na indústria extrativa, o volume produzido hoje é 5,1% menor que o recorde de março de 2015. No conjunto das quatro categorias econômicas da indústria, todos operam abaixo dos seus maiores patamares da série histórica, em momentos anteriores a 2014.
Mesmo com altas pontuais, a comparação com o período pré-pandemia revela assimetrias. Bens de capital e bens intermediários superam os níveis anteriores à pandemia, enquanto bens duráveis recuam no mesmo comparativo.
Desempenho por segmento
Duráveis registram queda de 31,9% em relação a junho de 2013, apontando o maior recuo entre as categorias. Bens de capital ficam 31,2% abaixo de setembro de 2013, enquanto semiduráveis e não duráveis caem 10,9% em relação a junho de 2013.
Perspectiva frente ao cenário pré-pandemia
Bens de capital estão 8,7% acima do patamar pré-pandêmico, assim como bens intermediários 9,8% acima. A indústria de transformação cresce 2,5% e as extrativas 20,6% acima do nível anterior à pandemia. Por outro lado, bens de consumo duráveis recuam 10,9% e semiduráveis não duráveis caem 2%.
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