Rémy Cointreau informou nesta quinta-feira que o seu benefício líquido anual recuou 35% no exercício deslocado 2025-26. A queda é atribuída a direitos de importação adicionais aplicados na China e nos Estados Unidos, além de custos de produção mais altos.
A empresa registrou lucro de 79 milhões de euros, com receita de 935 milhões, queda de 5% na comparação anual. Desempenho afetado pelos efeitos cambiais (dólar e yuan) e por uma situação complexa na China, apesar de um bom último trimestre em cognac na região Asia-Pacífico.
O grupo indica que iniciou um plano de transformação neste período e espera, em 2026-27, retorno à taxa de crescimento orgânico estável da receita e leve melhoria da margem operacional. A direção aponta avanços nos EUA e na China como fatores-chave.
Segundo a direção, o ano foi de transição, com ações para melhorar a performance e consolidar ganhos dos últimos meses, incluindo melhoria do desempenho nos Estados Unidos e no duty-free.
A empresa aponta que, em 2026-27, pretende acelerar o crescimento de marcas fora do cognac, explorar o potencial do cognac para reconquistar dinamismo e identificar novos caminhos de crescimento. A visão inclui inovação e alianças estratégicas.
A Rémy Cointreau conta com mais de 1.800 colaboradores. O peso do cognac na receita supera 60%. A gestão enfatiza uma reorganização interna para fortalecer o espírito empreendedor e sustentar a recuperação.
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