A Pfizer divulgou avanços em suas estratégias para obesidade, apresentando dados de uma injeção experimental de perda de peso e traçando um caminho para competir com líderes como Lilly e Novo Nordisk. O foco é o berobenatide, GLP-1 de ação prolongada adquirido da Metsera.
A empresa destaca que a nova abordagem busca transformar o portfólio de saúde metabólica na próxima década, partindo de uma compra de US$ 10 bilhões realizada no ano passado. Os primeiros resultados mostram perdas de peso expressivas em doses elevadas, com possibilidade de tratamento mensal.
Em testes apresentados na conferência da American Diabetes Association em Nova Orleans, pacientes com sobrepeso ou obesos sem diabetes perderam quase 15% do peso em 14 meses com dose a cada quatro semanas. Resultados de outra linha mostraram melhora no controle glicêmico.
Novas estratégias e cronograma de desenvolvimento
Os dados sugerem potencial para um medicamento de uso único mensal, o que poderia oferecer vantagem sobre os rivais que exigem administração semanal. Em fevereiro, análise anterior indicou perda de peso de cerca de 12,3% em 28 semanas com dose mensal.
A Pfizer planeja avançar vários estudos em estágio final em 2026, com 10 pesquisas essenciais apenas para o berobenatide. A empresa pretende ampliar o portfólio a partir de terapias associadas à obesidade, incluindo condições relacionadas como apneia do sono e osteoartrite do joelho.
A atuação global envolve testes fora dos EUA, com frentes no mercado chinês e japonês, além de parceria para desenvolvimento de uma pílula em colaboração com a Shanghai Fosun e a unidade YaoPharma. Fontes indicam que a produção está sendo internalizada para ganho de escala.
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