A Raízen negocia um plano de recuperação extrajudicial para reorganizar uma dívida total de R$ 65 bilhões. O foco central das conversas permanece na governança da empresa e na participação de credores no conselho. Shell, sócia da Cosan, já sinalizou aporte significativo.
Segundo fontes, os credores defendem um papel relevante no board, incluindo a cadeira de presidente. A companhia informou ao mercado que o plano está desenhado e será avaliado pelos credores para eventual homologação judicial.
O acordo envolve o repasse de participação e mudanças na estrutura societária, com a expectativa de adesão de cerca de 70% dos credores. Rubens Ometto pode ou não entrar com aporte de R$ 500 milhões; caso permaneça, pode deixar a presidência do conselho.
Estrutura do Conselho
O plano prevê um Conselho de Administração com sete membros. Quatro seriam indicados pelos credores, incluindo o presidente, e três pelo acionista contribuinte. A Shell manterá um representante enquanto vigorar o contrato de licenciamento de marca.
A Raízen não detalha as condições de governança para além da possível presidência. A composição busca equilibrar interesses entre credores e acionistas, mantendo a presença da Shell no Conselho.
Detalhes da reestruturação financeira
A empresa planeja converter 45% da dívida em ações, enquanto 55% será substituído por novos títulos. Os novos títulos ficarão com 17,6% da Raízen Energia e 37,4% da Raízen Combustíveis, conforme o desenho do plano.
A reestruturação envolve credores internacionais, bancos e investidores locais, com a distribuição prevista para refletir a natureza de cada credor. A avaliação final deverá ocorrer após homologação judicial.
Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 05/06/2026, às 11:00. Fonte: Broadcast+ (créditos, sem links).
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