A gestora IG4 elegeu na terça-feira (8) seus representantes no conselho e na diretoria da Braskem, abrindo o processo de renovação do comando da petroquímica após a compra da fatia da Novonor (ex-Odebrecht). A decisão ocorre em meio a esforços para reestruturar a dívida da companhia.
A nova administração pretende acelerar as negociações com credores e definir o desenho do plano de reestruturação ainda neste mês, segundo fontes próximas ao tema. O foco é reduzir o endividamento sem recorrer à transformação de dívidas em ações.
A Braskem não considera, por ora, a venda de ativos significativos como parte do ajuste, diferentemente do que ocorreu em outros casos do setor. A expectativa é de estabilização gradual do cenário de preços das matérias-primas.
Composição da nova gestão e metas
A presidência ficará com Helcio Tokeshi, sócio da IG4, que já atuava como líder na gestão da Braskem. Compõem o Conselho Hélio Novaes, Carlos Brandão, Luiz Rossato, Camila Tápias e Letícia Costa, indicada como conselheira independente.
A participação da Petrobras se mantém relevante: a estatal nomeou novos representantes para o comando, inclusive a presidente Magda Chambriard assumindo a liderança do conselho, sinalizando continuidade na estratégia de reestruturação.
Contexto financeiro e próximos passos
A Braskem, sexta maior petroquímica do mundo, acumula elevado endividamento, agravado por históricos baixos preços de matérias-primas e juros altos. Ao fim de 2025, a dívida esteve em torno de 15 vezes o Ebitda, indicador acima de níveis saudáveis.
A gestão pretende apresentar um rascunho do plano de reestruturação ainda em junho, com conversas já em curso com assessores de bancos e detentores de bonds. A troca de conselheiros na Petrobras ocorreu na mesma rodada de mudanças.
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