Mais de 8 milhões de bitcoins estão em prejuízo diante da retração do mercado cripto em 2026, segundo dados on-chain. A crise acompanha a queda do Bitcoin, puxando o desempenho das demais criptomoedas.
A Glassnode apontou que quase metade do fornecimento circulante de BTC lucrava no auge do ciclo, mas esse patamar recuou drasticamente. Hoje, o volume em prejuízo reforça a severidade da reavaliação do mercado.
No Ethereum, o cenário é semelhante. A empresa de análise revelou que apenas 11% do fornecimento está com lucro, o menor índice desde fevereiro de 2017, marcando compressão em relação a ciclos anteriores.
Situação do BTC e ETH
Dados do CoinGecko indicam quedas de cerca de 31% para o Bitcoin e 46% para o Ethereum em 2026. O XRP, por sua vez, acumula queda de 41% no ano, com menor lucratividade para detentores e menor adoção da rede.
A relação entre lucro realizado e prejuízo no XRP caiu 90 dias para 0,38, sinalizando que cada dólar de prejuízo realizado encontra apenas 38 centavos de lucro. A mudança sugere capitulação no mercado.
Perspectivas de curto prazo
Especialistas ressaltam que perdas não realizadas estão elevadas, o que costuma acompanhar menor apetite ao risco. Investidores de longo prazo podem reavaliar posições, em vez de reagir apenas às oscilações de preço.
A MMS das taxas de transação da rede XRP também caiu cerca de 91,5%, hoje em torno de 500 XRP, indicando contração significativa na demanda por transações.
O que vem a seguir para as altcoins?
A maioria das altcoins recuou entre 50% e 80% das máximas históricas, em meio a incertezas geopolíticas. Algumas exceções, como Hyperliquid e moedas de privacidade, têm apresentado melhor desempenho frente ao restante do setor.
Peritos destacam que o mercado pode acelerar a tendência de valorização de projetos com fluxo de caixa estável, geração de receita e uso real. O foco tende a migrar de narrativas para fundamentos.
Observações finais
Mesmo com a correção do Bitcoin em 2026, especialistas não consideram o fundo do mercado atingido. A reprecificação de risco pode, a partir de agora, favorecer ativos com desempenho sustentável e menor dependência de hype ou de desbloqueios de tokens.
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