A CNT aponta que mulheres no transporte são mais jovens e têm mais escolaridade do que os homens. O estudo revela que o setor tem visto mudanças significativas no perfil das profissionais, com maior participação feminina entre jovens e profissionais com formação superior.
A caminhoneira Luana Lourenço, 27 anos, exemplifica esse cenário. Formada em Agronomia, ela dirige contêineres entre o litoral e o interior de São Paulo com veículo próprio. A mudança de carreira aconteceu após concluir o curso técnico em agropecuária.
Luana começou a dirigir aos 22 anos e encara a profissão como realização pessoal. A estrada, segundo ela, permite autoconhecimento. Sobre o preconceito, a família aponta avanços: a mulher na boleia deixou de ser exceção e passa a ser rotina em muitas frotas.
Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT, resume o cenário: o transporte registra 18% de mulheres com nível superior completo, contra 6% entre os homens. O dado reforça a tendência de qualificação feminina no setor.
A família de Luana reside em Itanhaém, no litoral paulista, onde a rotina na estrada se mistura a vínculos familiares. A mãe, Lismari, expressa preocupação com a segurança, reforçando que a profissão envolve desafios maiores para mulheres. Mesmo assim, a distância não impede a comunicação constante entre mãe e filha.
Entre na conversa da comunidade