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Pesquisa aponta queda no consumo de álcool na próxima década

Consumo global de álcool deve cair até 2035, mesmo com crescimento da Índia, que pode tornar-se o segundo maior mercado mundial

Álcool é tão cancerígeno quanto tabaco, amianto e formaldeído. (Foto: Eaters Collective/ Unsplash)
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O consumo global de álcool tende a recuar na próxima década, mesmo com o crescimento populacional, aponta a empresa de pesquisa IWSR. A previsão abrange 160 mercados e indica que o volume total não deverá se estabilizar até além de 2031.

Segundo o estudo, mesmo com mais pessoas em idade de beber, volumes globais de bebidas alcoólicas devem cair 1% em 2035 frente a 2024. O número de consumidores em idade legal deve aumentar 9% nesse período.

O relatório atribui a tendência a mudanças nos hábitos dos consumidores, ao aumento do custo de vida e às preocupações com saúde. O surgimento de medicamentos para emagrecimento também é apontado como fator que pode reduzir a demanda.

A IWSR aponta quedas previstas para destilados, cerveja e vinho até 2035, com produtos em latas de coquetel ganhando espaço. A empresa ressalta que o setor precisará se adaptar a novas preferências.

Grandes mercados perdem fôlego; Índia ganha impulso

A IWSR antecipa retrações acima de 18% na demanda nos maiores mercados, como China e Estados Unidos, até 2035. Alemanha, Japão e Reino Unido também apresentam queda prevista.

Conforme a pesquisa, a Índia deverá substituir os EUA como o segundo maior mercado global de bebidas alcoólicas até 2032, atrás da China. O crescimento na Índia é estimado em 38% ao longo de 10 anos.

Além disso, México, Vietnã e Colômbia aparecem entre os países com ganhos de demanda de álcool, respectivamente 13%, 15% e 26%. A IWSR destaca que o consumo se moverá para mercados emergentes à medida que prioridades de gasto mudam.

(Reportagem de Emma Rumney, com dados da IWSR)

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