A Volkswagen avalia caminhos para enfrentar a entrada de marcas asiáticas no Brasil. A estratégia envolve ampliar o uso de etanol em seus carros e explorar tecnologias desenvolvidas em parceria com China para reduzir custos e acelerar lançamentos.
Durante o Anfavea Visions, em São Paulo, o CEO Ciro Possobom confirmou que a marca analisa adaptar o lineup do grupo à realidade brasileira, sem fechar portas para modelos importados ou fabricados na China. A meta é equilibrar tradição flex com inovação.
A pressão das marcas chinesas na preferência do consumidor e nos preços e revenda motivou a Volkswagen a considerar opções que vão além da produção local. O objetivo é manter competitividade sem abrir mão do portfólio existente.
A empresa descartou a ideia de entrar numa guerra de preços, destacando que às vezes é mais barato trazer produtos prontos do exterior por questões de linha de montagem e câmbio. A avaliação envolve custos, prazos e adaptação à demanda.
Etanol continua sendo diferencial brasileiro
O etanol é visto como vantagem competitiva no Brasil. A Volkswagen investe em veículos flex e híbridos para a região, com possibilidades de novas soluções movidas a etanol, dentro do programa Mover Carros com menos emissões.
Possobom afirmou que há oportunidades para vender carros movidos a etanol, beneficiados por vantagens fiscais. A montadora busca manter a presença no mercado sul-americano, onde o biocombustível ainda amplia a atratividade de modelos flex.
Parcerias chinesas podem influenciar a produção
O grupo já investiu na China, com acordos para desenvolvimento de arquitetura eletrônica, software e plataformas para EVs, híbridos e motores a combustão. A aposta inclui colaboração com marcas como Xpeng, SAIC e FAW.
Especialistas apontam que tecnologias chinesas, como plataformas e componentes, podem ganhar espaço no Brasil sem descaracterizar o portfólio atual. O tom é de aprendizado e integração gradual, sem decisões definitivas anunciadas.
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