Durigan descartou alterar a meta de inflação estabelecida pelo CMN, mas defendeu abrir o debate sobre ajustes no cálculo dos índices de preços. O ministro da Fazenda ressaltou a necessidade de aprimorar a relação entre a área econômica e o Banco Central, sem mexer na meta vigente.
Segundo Durigan, o modelo atual valoriza itens que perderam peso ao longo do tempo e não acompanha a relevância crescente de serviços como streaming e nuvem. Ele afirmou que a metodologia não reflete plenamente o comportamento atual das famílias.
Em maio, a inflação medida pelo IPCA voltou a exceder o teto da meta de 3% anual, o que, para o ministro, não exige explicação imediata do BC, mas demanda posição caso o rompimento persista por meses seguidos. Durigan também ressaltou que a meta ainda não foi plenamente assimilada pela sociedade.
Para ampliar transparência, o ministro defendeu aprimoramentos no Boletim Focus, divulgado pelo BC com as expectativas do mercado. Ele avalia que o Focus pode incorporar novos índices para oferecer dados mais alinhados à condução da política econômica.
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