A Equatorial Energia comprou 30% do capital social da Copasa, dando fim aos 52 anos de controle estatal da companhia de saneamento de Minas Gerais. A operação foi concluída na B3, em São Paulo, nesta terça-feira (16/06/2026). O preço por ação foi de R$ 49,03, totalizando R$ 5,5 bilhões na aquisição via Gerais Saneamento.
O governo de Minas Gerais reduziu sua participação de 50,03% para 5% do capital social. A nova estrutura mantém poder de veto em decisões estratégicas por meio de uma golden share. A composição acionária ficou assim: 30% Equatorial, 5% governo estadual e 65% de demais acionistas.
A transação prevê compromissos de longo prazo: metade das ações vendidas fica com restrição até 2030, e a outra metade fica lock-up até 2033 ou até metas de universalização do saneamento serem atingidas. Valor global da operação superou R$ 8 bilhões em ativos negociados.
A privatização teve apoio de órgãos oficiais e foi autorizada pela Lei Estadual nº 25.664/2025. Os recursos obtidos deverão ser destinados principalmente à amortização da dívida pública de Minas e ao Propag, programa federal de pagamento de dívidas. A iniciativa foi analisada pelo TCE-MG, que autorizou o avanço do processo.
A Equatorial atinge sua posição de investidora de referência, após ter sido escolhida no processo de privatização. A oferta pública de ações contou com coordenação do Banco BTG Pactual, com participação de Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch, Citi, UBS e outras instituições.
Em janeiro de 2026, as ações da Copasa passaram a integrar o Ibovespa, reforçando a relevância da empresa no mercado de capitais. No primeiro trimestre, a Copasa registrou lucro líquido de R$ 368,1 milhões e receita líquida de R$ 2,1 bilhões, impulsionados por reajuste tarifário.
A Equatorial Energia já atua como uma das maiores distribuidoras de energia do Brasil e expandiu recentemente para o saneamento, adquirindo 100% da Echoenergia S.A. e ampliando seu portfólio de infraestrutura e energia.
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