A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quinta-feira, 18, que está mudando a cultura da empresa para aumentar seu valor. Ela disse que, como estatal, há pressão para vender, e que a gestão busca agregar valor à companhia, com foco em lucro e dividendos.
Durante aula magna na IAE Paris-Sorbonne Business School, em parceria com o IDGP Academy, Magda ressaltou a importância de medir gastos e comparar setores, citando petróleo e fertilizantes para justificar decisões. Ela afirmou que não pagará salários de petroleiros que operam no pré-sal para produzir fertilizantes.
A executiva afirmou que a Petrobras paga tributos elevados e precisa mostrar o valor da empresa ao Brasil, reagindo a críticas. Ela disse que a estatal paga 277 bilhões de reais em tributos e que questionamentos sobre inadimplência são usados para sustentar argumentos contrários.
Situação financeira e percepção de investimentos
Magda mencionou que, em operações internacionais, investidores questionam sua permanência no cargo, mas afirmou que as conversas com governo, acionistas e fornecedores têm convergido para um propósito comum. Ela descreveu esse alinhamento como resultado de diálogo contínuo.
Quanto ao preço de combustíveis, a presidente afirmou buscar um valor justo que mantenha participação de mercado, levando em conta a variação prevista para o Brent, que hoje gira em torno de 77 dólares por barril. Acesso a preços competitivos é prioridade para a gestão.
Autossuficiência em diesel e energia de baixo carbono
Magda reiterou a meta de autossuficiência em diesel até 2030, reduzindo importações de 29% para 15%. Além disso, a Petrobras planeja tornar suas refinarias mais dependentes de energia elétrica renovável, reduzindo uso de gás.
Ela destacou o crescimento do investimento em combustíveis e energia renovável, defendendo a manutenção do petróleo nas próximas duas décadas. A executiva afirmou que, até 2050, a empresa pretende investir o equivalente a duas Eletbras em energia de baixo carbono.
Entre na conversa da comunidade