Em 2002, o Brasil vivia outro ritmo no mercado automotivo e no futebol. O país conquistava o pentacampeonato mundial, enquanto o carro mais barato nas concessionárias era o Fiat Uno Mille a álcool, vendido por 13.577 reais. Hoje, esse valor, corrigido pelo IPCA, chega a 55.589 reais.
Na época, a renda média era de 636 reais, conforme o IBGE. Sem carros flex e com apenas motores 1.0 aspirados, os modelos básicos entregavam itens simples de conforto. O Mille trazia direção e vidros comuns, com opcionais que elevavam o preço de forma considerável.
Em julho de 2002, o litro da gasolina custava 1,77 real, o etanol 0,94 real e o diesel 1,07 real, segundo a ANP. A padronização da nomenclatura combustíveis, com etanol, só foi adotada de fato em 2010. Nesse ano, o Gol, então sem título de Copa, já havia passado a receber a nomenclatura flex.
Mudanças no cenário automotivo
O público brasileiro ainda não tinha SUVs populares. Em 2002, a picape Fiat Strada liderava as vendas de utilitários leves, respondendo por cerca de 40% do segmento. Em 2026, os SUVs representam boa parte das emplacamentos, em torno de 43,1% de acordo com a Fenabrave.
O Gol, lançado em 2003, inaugurou a era dos carros compactos com flexibilidade de uso. Em 2002, o modelo esportivo do segmento foi o Gol Sport, adotando a cor Amarelo Solar pela ausência de direitos de Copa. Em 2026, a VW divulga edições limitadas ligadas à seleção, como o T-Cross Seleção.
Entre outros destaques, a Fiat Strada era a líder de vendas entre as picapes em 2002, enquanto a frota de veículos em circulação no Brasil atingia 18,4 milhões. Em 2024, esse parque já supera 40 milhões, revelando a evolução do mercado automotivo nacional.
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