Em 2002, o Brasil registrou a venda de quase 1,4 milhão de automóveis, segundo a Fenabrave. Em 2025, o número de emplacamentos passou de 2,5 milhões, evidenciando o crescimento do mercado ao longo de duas décadas.
Naquele ano, o automóvel mais barato era o Fiat Uno Mille 3 portas a álcool, custando R$ 13.577. Hoje, o custo médio de um carro zero-quilômetro é bem maior, ainda que os valores estejam sujeitos a variações do mercado.
A renda média do trabalhador em 2002 ficava em torno de R$ 636, conforme o IBGE. Hoje, esse patamar, atualizado, é consideravelmente superior, o que acompanha o aumento da demanda por veículos de passeio.
Mercado de 2002: itens e custos
Na virada dos anos 2000, itens como vidro elétrico, travas elétricas e ar-condicionado eram opcionais ou vinham em pacotes pagos. Em 2002, o ar-condicionado representava quase 18% do preço do automóvel.
Durante o período, o preço da gasolina comum girava em torno de R$ 1,70 por litro, o etanol ficava próximo de R$ 0,94 e o diesel, R$ 1,07. Na época, carros com tecnologia flex ainda não estavam disponíveis comercialmente.
Líderes e mudanças no mercado
O Volkswagen Gol liderou emplacamentos em 2002, com cerca de 208,3 mil unidades. A marca lançou uma série especial do modelo, em amarelo, para remeter à campanha da Seleção Brasileira.
Além disso, o mercado global passou por transformações: SUVs despontaram, a Ford lançou o EcoSport, e marcas chinesas não tinham participação expressiva no Brasil, cenário que mudou nos anos seguintes com a entrada de BYD, GWM e outras fabricantes.
Panorama atual versus passado
Entre 2002 e hoje, a frota brasileira cresceu de aproximadamente 18,4 milhões de veículos ativos para mais de 40 milhões. Os números refletem expansão de demanda, evolução tecnológica e mudanças regulatórias no setor automotivo.
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