Os imóveis de luxo, logística e terrenos com potencial de desenvolvimento aparecem como prioridade para investidores com alto patrimônio na América Latina, segundo a JLL. A tese envolve liquidez, valorização de capital e renda passiva.
Os dados, coletados pela JLL, indicam que compradores de grande porte buscam diversificação regional, com foco em destinos como Panamá, Uruguai, sul da Flórida e Madri. A estratégia inclui menor correlação com os mercados de origem da riqueza.
Esse cenário ocorre em meio a fundamentos sólidos: déficit habitacional, crescimento da classe média urbana e urbanização das principais cidades, mantendo o interesse institucional com prazos e riscos mais realistas.
Atração por ativos de luxo e logística
Para a geração de riqueza e operação, destacam-se incorporadoras chilenas de shopping centers e grupos da América Central com investimentos nos andes. O setor *multi-family* demanda capacidade operacional e gestão de ativos em larga escala.
Investidores institucionais concentram-se em ativos logísticos de primeira linha próximos a grandes aglomerações, impulsionados pelo e-commerce e pela logística de última milha. Escritórios Classe A também ganham demanda por certificações de sustentabilidade e comodidades modernas.
A demanda por escritórios aumentou em contextos de oferta restrita, após períodos de incerteza de demanda durante a pandemia e de altas taxas de juros. A vacância reduziu-se para patamares da última década em cidades como Lima e Bogotá.
Perspectiva institucional e hoteleira
No segmento hoteleiro, a operação continua central para a geração de valor, requerendo expertise em gestão hoteleira e acordos com operadores reconhecidos. A tese de investimento depende de análises sólidas de mercado, localização e segmento-alvo.
Terrenos com potencial para data centers ganham atração no México, Brasil e Chile, com oportunidades iniciais na Colômbia e na Argentina. O movimento reflete a expansão da demanda por infraestrutura digital e armazenamento em nuvem na região.
Imóveis de uso misto atraem investidores e usuários finais por diversificação de receitas e resiliência operacional frente a mudanças no consumo e no trabalho. As dinâmicas apontam para uma recuperação gradual após o choque pandêmico.
Situação econômica e riscos
A prática de custos elevados de terreno e construção pressiona margens das incorporadoras, com variações regionais. Em Brasil, México e Colômbia, as altas taxas de juros elevam o custo de financiamento e atraem instrumentos alternativos de retorno.
A burocracia regulatória também impacta prazos e retornos, especialmente no México, onde licenças federais e municipais ajudam a entender o cenário de entrada de novos participantes e o alongamento de prazos de execução.
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