Misuko Tottori, CEO e presidente da Japan Airlines (JAL), reduziu temporariamente seu salário em 30% por dois meses após uma comissária violar as políticas de álcool da empresa, o que provocou atraso na decolagem. A medida visa demonstrar responsabilidade da companhia.
O presidente do conselho, Yuji Akasaka, também terá redução de 30% no mesmo período e será afastado do cargo de responsável pela segurança. Dois executivos ligados à segurança e às operações de cabine terão queda de 20% por um mês, e os demais diretores terão 10% de redução também por um mês.
O atraso ocorreu em um voo doméstico de Hiroshima para Haneda, com saída prevista às 7h30 em 23 de maio de 2026. A decolagem foi adiada para 8h22 após a identificação de consumo excessivo de álcool pela tripulação na noite anterior.
A JAL recebeu uma advertência administrativa do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, que pediu medidas preventivas. Em resposta, a companhia proibiu mais de 6 mil comissários de bebidas alcoólicas durante a estadia entre voos de retorno.
O incidente se soma a episódios prévios envolvendo álcool na aviação japonesa. Em 2025, um capitão de uma missão internacional bebeu demais antes do retorno, causando atraso de 18 horas. Em 2024, outro capitão e copiloto tentaram ocultar consumo excessivo antes de um voo.
A JAL não detalha novas sanções adicionais, mas informou que continuará a monitorar o cumprimento das políticas de consumo de álcool pelos empregados. A empresa não forneceu declarações adicionais sobre investigações internas em andamento.
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