O Ibovespa fechou em queda de 0,51% nesta terça-feira (27), aos 175.710 pontos, em um dia de ajustes depois da forte queda provocada pelo resultado da eleição. Durante o pregão, porém, o índice chegou a subir e bateu 178.526 pontos na máxima do dia.
Na véspera, segunda-feira (26), o Ibovespa caiu quase 14%, a maior queda desde 2020. Com isso, segundo um levantamento da Elos Ayta, as empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado em um único dia.
De acordo com agentes financeiros, a queda de segunda se deve principalmente à saída de investidores que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), e não a mudanças nos fundamentos das empresas. Ainda assim, eles apontam um aumento da incerteza sobre as contas públicas no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Destaques do pregão
Depois das fortes perdas de segunda, algumas ações tiveram recuperação parcial. A Magazine Luiza, por exemplo, subiu 8,49%, depois de cair mais de 58% na véspera. Além disso, as ações da B3 avançaram 2,19%, e a petroquímica Braskem, fora do Ibovespa, subiu 16,35%.
Já os bancos voltaram a cair. O Banco do Brasil recuou 0,52%, depois de chegar a subir 4,8%. Enquanto isso, o Bradesco caiu 1,38%, e o Itaú, 1,22%. No mesmo dia, o banco Citi rebaixou a recomendação das ações do Banco do Brasil para venda e as do Bradesco, da B3 e da XP para neutra.
Entre as construtoras, por sua vez, o resultado foi misto. A Tenda subiu 10,2%, e a Direcional, 5,35%, depois de o JPMorgan elevar a recomendação das duas. Por outro lado, a MRV caiu 5,71%, e a Cyrela, 3,16%.
A Petrobras também recuou, 2,02%, em um dia de queda do petróleo no exterior. O barril do tipo Brent caiu 1,8%, a US$ 113,88. Da mesma forma, a Vale perdeu 2,14%, acompanhando a queda do minério de ferro na China.
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