Enrico Bernardo, o melhor sommelier do mundo em 2004, explica, em linhas gerais, tudo o que é preciso saber sobre o serviço do vinho. O objetivo é orientar mesas e restaurantes com técnicas simples e eficazes, para garantir a qualidade da bebida desde o primeiro gole.
O mestre de casa deve verter a primeira dose no copo para eliminar partículas de cortiça que podem ter ficado no vinho após o uso do saca-rolhas. O procedimento também serve para detectar defeitos no vinho, incluindo champanhes, mesmo quando a cápsula é de rosca.
Além disso, o teste inicial ajuda a avaliar o estado da bebida. Caso o vinho apresente falhas, o procedimento de verificação não substitui a análise sensorial, mas reduz surpresas na circulação da garrafa.
Importância da taça e da cor
Os copos devem ser transparentes para que a degustação comece pela visão, observando limpidez, tonalidades e brilhos. As cores ajudam a inferir a origem, idade e condições do vinho, especialmente em brancos de experiências locais como os da Alsácia.
Evite taças gravadas no copo, a menos que o desenho seja discreto. Copos de cores fortes não são inadequados apenas para água, desde que mantenham elegância. O objetivo é favorecer a percepção visual do líquido.
Uso do pé da taça
A taça precisa ter pé, pois segurar pelo caule facilita a observação de cor e transparência, com boa iluminação. Além disso, evita aquecer o vinho, o que preserva as aromas e sabores, especialmente em climas frios.
Temperatura ideal
Servir vinhos muito frios reduz aromas e sabores, o que pode deixar a bebida sem expressão. Um vinho pode ser servido a 2 °C abaixo do ideal, para ganhar gradualmente o equilíbrio em poucos minutos, dependendo da temperatura ambiente.
Entre na conversa da comunidade