Os minidramas filmados na vertical estão se consolidando como uma alternativa popular ao modelo tradicional de streaming. Com episódios curtos, de cerca de um minuto, essas produções atraem milhões de usuários e superam visualizações de grandes estúdios. Plataformas como ReelShort, DramaBox e NetShort já contam com dezenas de milhões de usuários ativos mensais.
Essas séries, com tramas inspiradas em novelas e títulos sensacionalistas como Pregnant by My Ex’s Professor Dad e Secret Surrogate to the Mafia King, combinam drama intenso e personagens caricatos. O formato vertical, semelhante ao utilizado por redes sociais como TikTok, é ideal para o consumo rápido, permitindo que os espectadores assistam a várias histórias em sequência.
Um exemplo do sucesso desse modelo é How to Tame a Silver Fox, que alcançou 356 milhões de visualizações, quase quatro vezes mais que a segunda temporada de The Last of Us, da HBO Max, que teve cerca de 90 milhões de espectadores. O apelo desses minidramas se deve à repetição de fórmulas bem-sucedidas e à adaptação de roteiros de produções chinesas e coreanas para o público ocidental.
Custos e Produção
Os custos de produção para essas séries variam entre US$ 100 mil e US$ 250 mil, um valor consideravelmente inferior ao de um único episódio convencional de TV, que pode custar milhões. Esse modelo permite gerar receitas significativas quando uma produção faz sucesso, atraindo a atenção de investidores e criadores.
Além disso, a verticalização do conteúdo pode transformar a indústria do entretenimento. Com a crescente popularidade dos minidramas, há uma expectativa de que histórias mais elaboradas e diversificadas sejam desenvolvidas, mesmo que continuem sendo consumidas em telas pequenas. A necessidade de escapar da rotina após um dia longo de trabalho permanece, e esse formato parece atender a essa demanda de forma eficaz.
Entre na conversa da comunidade