Tracey Emin ganha retrospectiva histórica no Tate Modern, a maior já realizada sobre a artista britânica. A mostra reúne obras desde 1993, incluindo peças recentes e um documentário sobre um stoma bag que convive com a artista. A curadoria traça um olhar abrangente sobre a vida e a obra de Emin.
A exposição, intitulada de forma enigmática, foi pensada para mostrar o que a artista chama de “segunda vida” após diagnóstico de câncer de bexiga em 2020. O foco é como a doença transformou a produção artística e a visão de mundo da criadora de My Bed.
A mostra não segue uma linha cronológica estrita. Ela se organiza por temas como Margate, Cyprus, Juventude, Aborto, Maternidade e Paterno. Em Margate, obras recentes dialogam com itens emblemáticos do passado, incluindo o bed de 1998.
Além da pintura, a retrospectiva integra vídeo, fotografia, escultura e instalações. Entre as peças, destacam-se grandes bronzes figurativos criados a partir de 2016, além de obras que exploram a relação com o corpo e a identidade.
A exposição também apresenta um panorama de métodos de trabalho da artista. Emin descreve o processo de pintura como transformador, com a prática impulsionando mudanças profundas em sua atuação criativa ao longo dos anos.
A retrospectiva destaca ainda a atuação de Emin fora do estúdio. Em Margate, a artista criou a Tracey Emin Artist Residency, um espaço de ensino de arte aberto sem custo, além de iniciativas para a cidade, segundo a curadoria.
A mostra reforça a importância de Emin no panorama artístico do Reino Unido. A Tate Modern traz, assim, uma visão integrada de obras em múltiplos suportes, com o objetivo de informar o público sobre a trajetória da artista.
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