Pecadores está disponível no HBO Max e é o filme com mais indicações ao Oscar neste ano. São 16 nomeações, superando recordes anteriores. Entre elas estão Melhor Filme, Direção para Ryan Coogler e Melhor Elenco, com Michael B. Jordan atuando como os gêmeos Smoke e Stack, que abrem uma juke joint.
A obra celebra o blues e suas raízes, ressaltando as juke joints como espaços de música ao vivo que funcionavam como refúgio para agricultores negros na foz do Mississippi. O filme destaca a importância histórica dessas casas, ligadas à trajetória do gênero.
A seguir, apresentamos cinco juke joints emblemáticas na história do blues, contextualizadas pela narrativa do filme e pela memória musical da região.
Three Forks, Glidewood, Mississippi
Relatos apontam que Robert Johnson fundou o clube dos 27 após uma morte trágica em 1938, associada a um possível veneno na bebida. A lenda popular envolve a vida do músico e a relação com o Three Forks.
Club Ebony, Indianola, Mississippi
B B King cresceu na região e frequentava a estalagem de John Jones, onde os meeiros pagavam apenas no sábado. Após várias mudanças, King adquiriu e reformou o Clube Ebony em 2008, consolidando o espaço na história local.
Blue Front Cafe, Bentonia, Mississippi
Considerado pela tradição como a mais antiga juke joint em funcionamento. Em 2021, a banda Black Keys gravou no local o clipe de Crawling King Snake, blues de origem incerta. A casa ganhou reconhecimento pela escola de Bentonia.
Gip’s Place, Cleveland, Mississippi
Gip Gipson abriu as jam sessions em seu quintal em 1952, mantendo o encontro semanal até sua morte, em 2021, aos 99 anos. A varanda tornou-se bar tradicional, recebendo músicos como Chuck Berry e Keith Richards.
Dockery Farms, Bessemer, Alabama
Antiga fazenda com cerca de 35 mil agricultores negros nos anos 1920. Charley Patton despontou ali como ícone do blues, com Howlin’ Wolf e John Lee Hooker tendo visitas relevantes para aprendizado. O espaço figura como marco na história do gênero.
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