A casa alugada do cantor Jota.pê fica na Vila Romana, em São Paulo. O imóvel usado como refúgio criativo tem 110 m² e serve de espaço de descanso entre shows e gravações. O local também inspira canções e composições que já renderam prêmios. Garoa, a cachorra do artista, acompanha o cotidiano.
O interior mescla tons terrosos, artesanato e peças trazidas de viagens. No estúdio particular, montado na edícula, ficam prêmios do cantor e instrumentos musicais. A ambientação prioriza isolamento acústico e circulação livre para compor, tocar e gravar.
Duas estatuetas do Grammy Latino recebidas em 2024 ficam expostas no espaço de trabalho. O ambiente passou por remodelação com a retirada de uma bancada antiga e a instalação de estantes sob medida, iluminação reformulada e poltrona sem braços para maior mobilidade.
Espaços de convivência
A área externa foi revitalizada para criar convivência entre sala e quintal. Um banco de alvenaria, canteiro recuperado e jardineira compõem o espaço, pensado para receber visitas com conforto. O paisagismo utiliza plantas resistentes ao sol, sem toxicidade.
Na sala, o living recebe destaque pela cor de entrada Tamarindo. A marcenaria mudou para acomodar objetos pessoais, com uma estante para prêmios, itens da Dpot e Mazco. O piso de granilite terroso é valorizado pela iluminação e pelas peças de decoração.
O quarto recebeu pintura suave no armário e novas puxadas douradas para remeter aos gramofones e aos prêmios. A caminha da cachorra Garoa foi integrada ao dormitório, mantendo a harmonia do conjunto. A passagem para cozinha, quarto de hóspedes e sala de TV ocorre por um corredor claro.
Projeto e visão do espaço
A arquiteta Vanessa Ribeiro, do escritório Quattrino Arquitetura, liderou as mudanças na casa. Segundo a profissional, houve demolição de bancada, implantação de prateleiras para exibir itens pessoais e prêmios, além de nova iluminação no teto. A ideia foi manter a convivência entre ambientes.
Entre os cômodos preservados, a cozinha destaca o piso original de granilite e janelas amplas que recebem luz natural. A bancada foi reformulada e recebeu marcenaria em verde-menta, mantendo a essência terrosa do projeto. A porta externa ganhou tinta verde Cipó da Amazônia.
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