Beryl Cook ganha revisita crítica com a mostra Pride and Joy no The Box, em Plymouth, e reforça a leitura de sua obra como exploração de gênero, classe e imagem corporal. A retrospectiva coincide com a atual mobilização de público e museus da cidade, que celebra 100 anos da Coincil?
A exposição Pride and Joy reúne uma produção de Cook centrada em figuras voluptuosas em cenas de convívio social, como pubs, clubes e cafés. As pinturas destacam humor, movimento e gestualidade, mantendo o foco na alegria e na vida urbana de classes populares.
#### Ponto de virada e contexto
Cook viveu 40 anos em Plymouth, cidade onde o The Box abriga a mostra. As obras servem como documento visual de espaços seguros de épocas passadas, preservando a memória de comunidades LGBTQ+ e suas rotinas, em tom afetuoso e crítico ao mesmo tempo.
#### Diálogo com a cena contemporânea
Ao lado, a Karst Gallery exibe Discord & Harmony, com artistas como Mark Leckey e Anthea Hamilton, destacando a continuidade da influência de Cook na produção atual. A programação reflete uma leitura mais complexa de seu trabalho, além do apelo popular.
#### Sobre a obra e o legado
Cook, autodidata, combinou referências de Rubens a Brueghel com observação aguda de pessoas comuns. Suas composições privilegiam detalhes, texturas e linguagem corporal, tornando-a uma referência para públicos diversos e para novas gerações de artistas.
- Beryl Cook: Pride and Joy, The Box, até 31 de maio
- Discord & Harmony, Karst, até 18 de abril
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