O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro recebe neste sábado o festival Motirõ – Palavras da Mata, uma celebração à ancestralidade indígena. O evento, gratuito, acontece a partir das 10h e reúne escritores, artistas plásticos, artesãos, professores e músicos que vivem na cidade. A curadoria fica a cargo da escritora e arte-educadora Emiliana Marajoara.
Ao longo do dia, o público poderá participar de intervenções artísticas, oficinas artesanais e rodas de conversa sobre educação e a força da literatura dos povos originários. Entre os destaques estão oficinas de confecção de maracás, sonoridades arbóreas com bambu e atividades com sementes e CDs reciclados.
Para crianças, há contação de histórias e intervenções com grafismo e pinturas corporais tradicionais. O projeto é financiado pelo Edital Viva o Talento – Edição Rio Capital Mundial do Livro, integrado à PNAB. O museu fica na região da Gávea.
Interculturalidade
Convidados incluem Urutau Guajajara, pesquisador de linguística e defensor dos direitos indígenas; Daua Puri, fundador do Museu da Cultura Puri; Potyra Krikati, artesã e ativista; além de Emiliana Marajoara. O evento reúne representantes de várias etnias, reforçando a presença indígena na cidade.
Segundo o IBGE, o Brasil tem quase 1,7 milhão de indígenas (0,83% da população). No Rio de Janeiro, são cerca de 16.994 pessoas, com quase 94% vivendo em áreas urbanas. O estado abriga 207 etnias, colocando o Rio em sétimo lugar no país. No município, existem 176 etnias, tornando a cidade a terceira mais diversa do Brasil.
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