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Paulinho da Costa, o mestre do ritmo da música brasileira

Paulinho da Costa recebe estrela na Calçada da Fama e ganha documentário na Netflix que destacam meio século de parcerias com ícones do jazz e pop

Paulinho da Costa, o senhor do ritmo
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Paulinho da Costa ganhou notoriedade ao ser escolhido por Diana Krall para assumir a percussão de um disco e DVD gravados em Paris. A cantora exigiu a presença do brasileiro mesmo quando ele repousava em Los Angeles, entre uma turnê com Eric Clapton. O voo para Paris foi pela manhã, e o resultado comercial viria com o lançamento Live in Paris, em 2001, vendendo cerca de 5 milhões de unidades.

A insistência de Krall não foi caso isolado. Ao longo de cinco décadas, Paulinho consolidou parcerias com grandes nomes do jazz, pop e música brasileira, somando mais de 1.020 artistas, quase 7.000 músicas gravadas e 161 indicações ao Grammy. Entre as colaborações estão Dizzy Gillespie, Herbie Hancock, Quincy Jones, Earth, Wind & Fire, Michael Jackson, Madonna, Elton John, Lionel Richie e Sérgio Mendes.

Em 1974, Paulinho mudou-se para Los Angeles, onde ampliou contatos com produtores influentes do jazz. Norman Granz o levou à Pablo Records e abriu portas para trabalhos em estúdio, como a trilha de The Wiz, ao lado de Quincy Jones. A partir daí, integrou projetos com The Jacksons e contribuiu para I Wanna Be Startin’ Somethin’ e Don’t Stop ’Til You Get Enough, de Michael Jackson.

Documentário na Netflix

O músico carioca também ganhou visibilidade pela filmografia dedicada a sua vida. O documentário The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa, dirigido por Oscar Rodrigues Alves, está na Netflix e levou quinze anos para ficar pronto. O projeto retrata o amor dele pela arte de forma intimista, conforme relatos.

Entre as fases da trajetória, Paulinho destaca que o começo ocorreu no Irajá e ergueu uma carreira internationalizada ao longo dos anos 70, com passagem pelas boates do Rio e encontros com nomes marcantes da música brasileira e internacional. O percussionista descreve a adaptação a Los Angeles como natural e lembra a influência da percussão africana e da escola de samba na identidade rítmica brasileira.

Mesmo afastado de estúdios atualmente, Paulinho participa de projetos no Brasil, inclusive de uma faixa póstuma de Elis Regina, pesquisada por João Marcello Bôscoli. Em entrevistas, ele ressalta a relação com a técnica de percussão e o cuidado com o ritmo, sem perder a essência brasileira.

Entretanto, a carreira de Paulinho da Costa permanece marcada pela versatilidade. A soma de colaborações com artistas de diversas áreas ajudou a consolidar o apelido de “senhor do ritmo”, referência no universo musical global.

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