Nos últimos anos, a estética da clean girl funcionou como um ideal visual dominante, com cabelo alinhado, maquiagem discreta e uma rotina que sugeria controle da imagem. Agora, sinais de desgaste aparecem, e a busca por símbolos mais reais volta a ganhar força.
A identidade visual está passando por uma ampla reinterpretação. A nova lógica incentiva abraçar imperfeições, marcas do tempo e uma estética mais artesanal, humana e menos perfeita. Surgiu assim a ideia da chamada messy girl, sem regras rígidas.
Entre a cultura pop e a vida real
Essa virada se evidencia em desfiles internacionais, onde o acabamento polido cede espaço a superfícies usadas. Tecidos amassados, couro desgastado e tricôs com caimento irregular aparecem como parte do design.
Na Prada, a sobreposição de peças mistura tecidos esportivos a materiais delicados. Camadas diferentes criam uma construção visual mais complexa, com texturas cruas convivendo com bordados.
A estética se amplia para um styling com mais personalidade, convidando à expressão individual. Sobrancelhas desarrumadas e cabelos com textura sugerem movimento e vivência nas roupas.
No meu revulto de passarela, a ideia é menos about repetição e mais about presença única. O conceito passa a valorizar peças que as pessoas realmente amam e desejam usar com frequência.
Do palco à vida cotidiana
No mundo da música e das premiações, figuras acima da norma polida ajudam a transformar a mensagem. Grupos e artistas promovem uma estética que prioriza autenticidade, menos perfeição constante.
Entre as referências jovens, nomes como Charli XCX, Julia Fox, Chloë Sevigny e Gabbriette ganham destaque. Suas aparições destacam looks descomplicados, com oversized, transparências e elementos marcantes.
Modelos como Alex Consani, Gabbriette e Odessa A’zion mostram que o público busca textura, mistura de estampas e silhuetas que brincam com o corpo, em vez de uniformidade de estilo.
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