O caso envolve vídeos produzidos com inteligência artificial que viralizaram nas redes sociais ao apresentarem personagens como Moranguete e Abacatudo, em narrativas que lembram uma novela. As produções utilizam roteiros curtos, linguagem simples e estética de animação.
A discussão ganhou pauta após a CNN Brasil ouvir o médico psiquiatra Cândido Fontan Barros, doutor pela USP, sobre os possíveis efeitos desses conteúdos na formação de jovens. As narrativas trazem temas como traições, conflitos e violência.
Os vídeos foram observados como potencialmente prejudiciais quando incorporam mensagens preconceituosas ou de ódio. Pesquisas apontam risco de estimular um consumo acrítico por parte de público juvenil.
Barros ressalta que os cuidados éticos devem envolver pais, escola, criadores de conteúdo, plataformas e desenvolvedores de IA. A finalidade das ferramentas pode ser educativa ou nociva, dependendo do uso.
Segundo o especialista, os perigos vão além do aspecto neurológico, atingindo princípios éticos em desenvolvimento nas crianças e adolescentes. A formação envolve afeto, relações sociais e redes de cuidado.
Ele enfatiza que a abordagem deve considerar o desenvolvimento global da criança, não apenas a idade legal. Aspectos como ambiente familiar, escola e comunidade participam do processo.
A visão dele é de que a IA pode ser aliada quando orienta para inclusão, pensamento crítico e democracia. Com supervisão e responsabilidade, jovens podem explorar conteúdos criativos sem abrir espaço para desinformação.
O especialista também defende que conteúdos educativos, quando bem utilizados, têm potencial para promover ciência, cooperação e ética. O equilíbrio entre inovação e proteção é essencial.
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