Durante um fim de semana de fevereiro, em uma costa galesa, um grupo de mulheres se reuniu para um “retiro de leitura”. O objetivo é ler sem interrupções, em silêncio, em vez de compartilhar um livro em comum como em clubes de leitura. Cada participante pagou cerca de R$ 7.000 pela experiência.
Os retiros integram uma nova categoria de viagens voltada para leitores que buscam foco e privacidade. As anfitriãs costumam oferecer acomodação em casas rurais ou hotéis boutique, com refeições simples. O mercado inclui empresas como Page Break, Ladies Who Lit e Bad Bitch Book Club, com valores entre US$ 950 e US$ 3.450 por fim de semana.
Tradicionalmente, a leitura já teve função social, diz historiadores, com leituras em voz alta em famílias e viagens de trem circulando livros. O surgimento dessas opções modernas busca combinar lazer, exclusividade e concentração, sem obrigatoriedade de título em comum.
Como funcionam os retiros de leitura
Os participantes costumam se organizar em torno de seus próprios livros, sem cronogramas compartilhados. Ambientes são preparados para favorecer o silêncio e a concentração, com refeições simples próximas às leituras. A dinâmica privilegia o avanço individual de cada leitor.
Especialistas apontam que o formato atrai quem busca privacidade e tempo dedicado, aliado a um clima de alto padrão. A oferta varia conforme o preço, localização e serviços incluídos, como atividades complementares ou sessões curtas de debate. O mercado mundial de retiros de leitura segue em expansão, especialmente nos EUA, Reino Unido e Espanha.
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