Luiz Gonzaga de Carvalho morreu aos 102 anos, neste 1º de abril, após internação para um procedimento médico. O falecimento encerra mais de um século de vida dedicada a Belém, cidade em que viveu desde os dois anos de idade.
Nascido em Timbaúba, Pernambuco, Carvalho mudou-se para Belém na infância com a família. A mãe, paraense, devolveu a mulher e os filhos à cidade natal, onde a família encontrou apoio que ajudou a impulsionar a educação entre gerações.
A trajetória dele inclui um longo vínculo com o Banco da Amazônia, onde ingressou como contínuo, progrediu a escriturário e chegou a chefias, incluindo a área de serviço de pessoal. Aposentou aos 48 anos por questões financeiras, mas manteve a rotina ligada ao trabalho e às amizades do setor.
Apaixonado por Belém, acompanhava o Círio de Nazaré desde a janela de casa e conheceu bem a história da cidade, das famílias tradicionais e das transformações desde a era do extrativismo até os dias atuais. Mantinha o gosto por novidades, tecnologia e vida urbana.
Conviviam com ele as três filhas, Regina, Renilde e Rosane, além de sete netos e sete bisnetos. Carvalho viveu cada etapa com independência, morando sozinho até perto dos 100 anos e mantendo a curiosidade por contar histórias da capital paraense.
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