O Tribunal Superior de Londres negou nesta segunda-feira a ação do pai de Amy Winehouse, Mitch Winehouse, contra duas amigas da cantora. A decisão foi anunciada pelo tribunal, mantendo o veredito desfavorável ao requerente no caso envolvendo objetos leiloados da artista.
Conforme o processo, Naomi Parry, ex-estilista de Winehouse, e a amiga Catriona Gourlay venderam centenas de itens entre novembro de 2021 e maio de 2023. O leilão gerou cerca de 1,4 milhão de dólares, dos quais 30% foram destinados à Amy Winehouse Foundation.
Entre as peças vendidas estavam uma bolsa preta da Armani e vestuário utilizado pela cantora na sua última turnê, em junho de 2011, pouco antes de sua morte em 2011, aos 27 anos. O advogado de Gourlay, Ted Loveday, afirmou que grande parte dos itens havia sido dada pela própria cantora às duas mulheres.
Decisão do tribunal
A juíza Sarah Clarke afirmou que Amy Winehouse costumava presentear amigos com roupas, para evitar repetir peças, o que explica a disponibilidade de muitos itens. A decisão aponta que o pai da cantora não comprovou direito de propriedade sobre as peças leiloadas.
A defesa sustentou que os objetos não lhe pertenciam, mas o tribunal manteve o entendimento de que os bens eram de uso pessoal de Winehouse e, portanto, sujeitos a venda pelas amigas sob as circunstâncias apresentadas. A audiência não incluiu considerações sobre valor sentimental ou histórico além do enquadramento legal.
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