A cerimônia do Guia Michelin Rio e São Paulo 2026 revelou, na semana passada, uma nova categoria de coquetelaria para premiar equipes de mixologia. A novidade gerou decepção entre parte do setor, segundo avaliação de especialistas.
O premiado principal foi Anderson Oliveira, reconhecido pela primeira vez pela Michelin no Brasil. O restaurante D.O.M., com duas estrelas, aparece entre os contemplados pela premiação.
A cena de coquetelaria brasileira é descrita como menor e menos celebrada que a gastronômica, o que alimenta o debate sobre o peso dado aos drinks em uma carta de vinhos dominante. Muitos argumentam pela maior visibilidade da bebida.
A relação entre restaurantes estrelados e o universo das bebidas recebe destaque. Casas com três estrelas, como TUJU e Evvai, costumam ter times de bar de alta reputação, aumentando o contraste com a premiação recém-anunciada.
Alguns nomes promissores aparecem fora do radar das grandes casas, como Maurício Barbosa do Aiô e Caio Carvalhaes do Kotori, citados como referências na coquetelaria nacional. A menção busca equilibrar o panorama.
Por fim, o setor aguarda futuras ações do guia para manter a coquetelaria no mesmo patamar que a vinicultura, buscando maior reconhecimento para drinks criativos e destilados.
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