Há 410 anos morria William Shakespeare, data que marca a passagem do tempo sobre o autor inglês. A história da data de nascimento é incerta, já que o batismo ocorreu em 26 de abril, e a tradição afirma que ele nasceu e morreu no mesmo dia.
À Coluna, o imortal da Academia Brasileira de Letras José Roberto de Castro Neves, grande conhecedor de Shakespeare, acumula cerca de 7 mil livros sobre o tema. Ele explica que a grande leitura da obra está na compreensão da alma humana, não nos rótulos de certo ou errado.
Neves destaca que as peças continuam a dialogar com cinema, teatro e cultura pop, citando a adaptação de Hamnet, romance de Maggie O’Farrell. A protagonista Agnes, interpretada por Jessie Buckley, é apresentada como a figura central de uma narrativa que investiga a dor de Shakespeare pela perda do filho.
Hamnet: o retrato da dor do dramaturgo
O pesquisador observa que a personagem Anne, rebatizada como Agnes no filme, difere dos fatos históricos em alguns pontos. Segundo ele, Shakespeare teria casado jovem com uma mulher mais velha, e a relação foi marcada por separação física devido ao trabalho em Londres.
Mesmo assim, Castro Neves ressalta que o romance e o filme funcionam como uma narrativa rica que pode distorcer a verdade para oferecer uma experiência emocional. O equilíbrio entre verossimilhança histórica e poesia ficcional é destacado pelo especialista.
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