Taylor Swift busca proteger sua voz e imagem frente à IA
A cantora entrou com pedidos de registro de marca nos Estados Unidos para evitar uso indevido por sistemas de IA. A iniciativa, realizada pela TAS Rights Management, mira impedir réplicas digitais e deepfakes. Os pedidos foram apresentados ao USPTO no dia 24.
A ação foca em duas marcas sonoras com as frases “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”. Além disso, há uma marca visual associada a uma fotografia detalhada de Swift no palco, com guitarra rosa, body iridescente e botas prateadas, diante de um microfone iluminado.
A proteção visual visa dificultar conteúdos artificiais que enganem o público ou explorem a identidade da artista. O movimento ocorre em meio a preocupações da indústria com o avanço de ferramentas gerativas de IA.
Do ponto de vista técnico, especialistas apontam que marcas tradicionais não cobrem aparência, voz ou persona, áreas antes reguladas por leis de imagem e direitos autorais. A IA, no entanto, pode sintetizar vozes e criar imagens a partir de amostras curtas, abrindo brechas legais.
Advogados de patentes afirmam que Swift ganha base para processar o uso indevido de IAs que gerem vozes ou imagens confusamente semelhantes às marcas registradas. A estratégia busca federalizar a proteção da identidade frente a clipes digitais.
Precedentes na área
A tese guarda semelhança com o caso de Matthew McConaughey, que aprovou registros de áudio de seu bordão em 2025 para evitar clones de IA. A atuação dele estabelece um precedente para celebridades protegerem vozes por meio de marcas.
Especialistas avaliam que a medida de Swift representa uma resposta adaptativa ao ritmo rápido da tecnologia. A expectativa é que o caso influencie futuras estratégias de proteção de identidade no ambiente digital.
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